Otávio Nazaré
Caso você ainda não tenha percebido (ok, é quase impossível, mas vai saber…) Otávio é carioca e veio pra São Paulo “por oportunidades diferentes das que tinha no Rio” e também porque a namorada, que virou esposa, já estava aqui. “Desde que ela veio, eu visitava a cidade com frequência. Quando decidi, mudei em 15 dias.” E demorou outros 15 pra começar a trabalhar.
Mas vamos voltar um pouco… O Otavio é formado em Produção Editorial, quase que por acidente. “Comecei fazendo Economia, mas queria fazer Comunicação, só que a única vaga que havia na UFRJ para transferência era em Produção Editorial.” Daí ele começou a fazer de revista a roteiro de TV, passando por uma estadia no estrangeiro e trabalhos em jornal, comunicação institucional e até no IBGE. “Mais umas coisas pequenas…” Eita!
Uma vez em São Paulo, foram alguns trabalhos até chegar à LEN, onde ele começou trabalhando como redator. “Coincidentemente, surgiram oportunidades de fazer alguns livros aqui dentro. Não dava pra conciliar a redação com esses projetos, então nasceu a Olhares.”
Agora, o foco é 100% na editora. “A Olhares tem um lado muito bacana, porque oferece a possibilidade de muitos projetos. Hoje, o que eu busco são modelos de negócio que viabilizem o trabalho. Fico em busca de novos formatos, diferentes do que se vê no Brasil, em geral.”
Referências: Vão desde o site Estante Virtual e livros de outras editoras até o que se pode absorver em viagens, “principalmente pro exterior, onde a realidade é bem diferente da nossa”.
Livro: Memorial do Convento, José Saramago
Música: Os álbuns Música de Sobrevivência, de Egberto Gismonti, e Matita Perê, de Tom Jobim
Filme: Madame Satã
Desgosto: Gente que reclama demais










